Vivemos para extinguir o egotismo:
Na valsa moderna da epidemia neurótica;
No medo da morte e da avidez erótica;
Na farsa inócua do desespero pela solidão.
Calados.
Desesperamos, timbrados,
A jactância animal
Despertamos os finados
Do externo espectro colossal.
E o figurativo corte vulgariza
O suicídio da humanidade
E do niilismo generalizado.
Porquê, esquizofrenia infiel,
Seres ímpios rastejam pela inoperância? –
Mecanismo de defesa inalterável.
Um sórdido amontoado de pele
Onde agulhas embalam, habituais,
O remédio que locupleta de mel
As eternas veias dos nossos Pais.
Valquíria

Muchacha en la ventana, Salvador Dalí, 1925
Post publicado n'O Bar do Ossian