
Senti a minha face de porcelana abstracta ao tocá-la.
Sei que tenho algum poder, ainda que fútil.
Algum poder carnal?
Como o que uma mulher tem sobre um homem.
Como um ser humano tem sobre outro ser humano.
Sobre seres humanos, espécie ininteligível.
Poder canibal?
O meu poder degradar-se-á algum dia.
Autofagia?
Horas, minutos – tudo o que me falta?
Aquela parede pintada de simplesmente nada.
Túlipas pretas abundam o meu íris, e traços de lírios amarelos,
laivos tenebrosos em ébano morto.
Agora olham aquela face de porcelana abstracta reflectida, empalidecida.
Valquíria
Rosto coberto de poder...momentos recolhidos no tempo, absorvidas em cada pétla da tulipa...rasgo dum espelho fúnebre
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